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Jimmy Carter e Carlos Slim anunciam nova parceria para ajudar a eliminar os últimos vestígios de cegueira dos rios nas Américas

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Contato: Gloria L. Saldaña, gsaldana@fundacioncarlosslim.org, Fundação Carlos Slim
Emily Staub, Emily.Staub@Emory.edu, The Carter Center

CIDADE DO MÉXICO, 13 de novembro de 2014 – O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e o empresário mexicano Carlos Slim anunciaram hoje uma parceria para ajudar a iniciativa regional com ações em seis países nas Américas para eliminar a cegueira dos rios (oncocercose): Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México e Venezuela. O anúncio foi feito ao mesmo tempo em que o governo mexicano comemora a eliminação da transmissão da cegueira dos rios em todo o país, juntando-se a Colômbia, Equador e Guatemala.

"Esta contribuição exclusiva de Carlos Slim enfatiza a liderança global em saúde do México e o espírito geral de compromisso internacional para garantir que todas as pessoas na América Latina também possam festejar o sucesso em eliminar a cegueira dos rios que comemoramos hoje no México", comentou o ex-presidente americano Jimmy Carter, fundador do Carter Center, que trabalha com os países e parceiros em toda a América Latina para eliminar a doença através de sua iniciativa regional, o Programa para Eliminação da Oncocercose nas Américas (OEPA, na sigla em inglês).

O sucesso do México é o resultado de um esforço nacional de mais de 80 anos para chegar ao controle e à eliminação da doença debilitante. Slim anunciou esta aliança integral entre a Fundação Carlos Slim e o Carter Center para reforçar os esforços da OEPA para ajudar os demais países, o Brasil e a Venezuela, a cuidar dos últimos casos de cegueira dos rios nas Américas, que estão localizados nas comunidades Yanomami, no interior da floresta amazônica.

"Estamos orgulhosos de nos unir ao Carter Center em sua parceria com os países afetados no objetivo de parar o flagelo desta temida doença de uma vez por todas. A eliminação de uma doença como a cegueira dos rios é a coisa certa a fazer, estamos empenhados em apoiar a saúde, a educação e o bem-estar das populações do México e da América Latina", disse Carlos Slim, fundador da Fundação Carlos Slim.

A cegueira dos rios (oncocercose) é uma das 17 doenças tropicais negligenciadas (DTNs) classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É causada por um parasita (onchocerca volvulus) que é transmitido pelas picadas de moscas que se reproduzem nas águas correntes das margens de rios férteis. A infecção pode causar coceira intensa, descoloração e deformação da pele, danos à visão e cegueira. Além do sofrimento que provoca, a doença tem um impacto econômico, reduzindo a capacidade do indivíduo de trabalhar e aprender.

Devido à dedicação dos seis ministérios da saúde e dos milhares de trabalhadores de saúde pública, hoje a população em risco de cegueira dos rios nas Américas foi reduzida em mais de 95%.

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Sobre a Fundação Carlos Slim
Criada em 1986 para impactar as populações mais vulneráveis, a Fundação Carlos Slim tem beneficiado diretamente milhões de pessoas. Com um sentido forte de responsabilidade social, eficiência e resultados comprovados, a Fundação tem programas em várias áreas, como educação, emprego, saúde, nutrição, justiça social, cultura, desenvolvimento humano, apoio durante desastres naturais, proteção e conservação do meio ambiente, e desenvolvimento econômico. Esses programas ajudam a melhorar a qualidade de vida das populações de todas as idades, promovendo o desenvolvimento do capital humano e a geração de oportunidades para as pessoas, suas comunidades e seus países.

Como parte da Fundação Carlos Slim, o objetivo do Instituto de Saúde é gerar soluções, a fim de ajudar a resolver os principais problemas de saúde pública no México e na América Latina com foco nas populações mais vulneráveis. www.salud.carlosslim.orgeducacioninicial.mx;academica.mxcapacitate.fundacioncarlosslim.org@Fund_CarlosSlim;Facebook.com/FundacionCarlosSlim

Sobre o Carter Center
Uma organização não-governamental sem fins lucrativos, o Carter Center ajudou a melhorar a vida das pessoas em mais de 80 países através de resolução de conflitos; avanço da democracia, dos direitos humanos e das oportunidades econômicas; prevenção de doenças; e melhora da assistência à saúde mental. O Centro foi fundado em 1982 pelo ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn, em parceria com a Emory University, para promover a paz e a saúde em todo o mundo. Há mais de duas décadas, o Carter Center lança continuamente vários projetos para a eliminação de doenças na África e na América Latina.

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE A INICIATIVA

Uma batalha de 80 anos contra a cegueira dos rios no México
O primeiro caso de cegueira dos rios no México foi diagnosticado pelo Dr. Friedrich Fülleborn em 1923. Em 1930, o programa nacional de combate à doença foi lançado, com base em uma estratégia de remoção cirúrgica dos nódulos subcutâneos formados pelos vermes adultos. A distribuição em massa da medicação oral segura e eficaz Mectizan®, doada pela Merck, começou a ser usada pelo programa em 1988. Quando o OEPA entrou na luta contra a cegueira dos rios em 1993, foram localizados casos em três zonas de transmissão (focos) em dois estados do sul, Oaxaca e Chiapas.

Os focos de oncocercose em Chiapas do Norte e Oaxaca foram exterminados no final da década de 2000, usando uma estratégia de distribuição semestral de Mectizan e educação em saúde. Chiapas do Sul usou tratamentos semestrais e trimestrais para eliminar a oncocercose, completando sua fase de acompanhamento pós-tratamento em 2014. O país em breve se inscreverá na OMS para confirmação formal da eliminação total da cegueira dos rios. Hoje, como resultado da liderança do país e das fortes parcerias, existem cerca de 170 mil pessoas em três áreas anteriormente endêmicas do México que não correm mais o risco de contrair a cegueira dos rios.

Cegueira dos rios nas Américas
No final da década de 1980, cerca de 500 mil pessoas nas Américas corriam o risco de contrair cegueira dos rios em seis países: Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México e Venezuela. A doação de Mectizan pela Merck estimulou novas parcerias e oportunidades para combater a doença. A OEPA desempenhou um papel fundamental no suporte à prestação de apoio técnico e financeiro complementar aos países desde o seu lançamento, após a resolução da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) de 1991 de eliminar a doença da região (CD35.R14); a OPAS atua como Escritório Regional da OMS nas Américas. A OEPA iniciou suas atividades em 1993 com financiamento da River Blindness Foundation; O Carter Center absorveu a River Blindness Foundation em 1996.

Hoje, a população que necessita de tratamento com Mectizan nas Américas foi reduzida em mais de 95%.

Em 2013, a Colômbia se tornou o primeiro país oficialmente confirmado pela OMS como livre da oncocercose e, em 22 de setembro de 2014, o Equador foi o segundo país a receber a confirmação da OMS. Os governos da Guatemala e do México eliminaram a transmissão da doença, completaram seu período de acompanhamento pós-tratamento, e estão se preparando para iniciar o processo oficial de solicitação de confirmação da OMS.

A transmissão só continua na região transfronteiriça entre a Venezuela e o Brasil, comumente chamada de área Yanomami. A interrupção da transmissão da oncocercose nesta última área das Américas é o maior desafio para a iniciativa regional, particularmente devido à população Yanomami ter hábitos migratórios constante, vivendo em terreno denso, quase inacessível, no interior da floresta amazônica. Os Ministérios da Saúde do Brasil e da Venezuela estão trabalhando com o Carter Center/OEPA, OPAS e outros parceiros para atingir o objetivo de confirmar a eliminação da oncocercose nas Américas até 2019.

Em maio de 2014, foi assinado um novo acordo binacional entre o Brasil e a Venezuela dedicado a concluir o trabalho de eliminação da oncocercose nesses países. O acordo mostra que existe vontade política nesses dois países em empreender a difícil tarefa de fornecer comprimidos de Mectizan às comunidades indígenas remotas que atravessam sua fronteira comum. Nos próximos quatro anos, o apoio do Instituto de Saúde Carlos Slim permitirá que o OEPA intensifique o apoio a esses esforços nacionais para desenvolver o programa binacional conforme concebido e realizado pelos países, bem como para ajudar a OMS/OPAS no seu processo de confirmação internacional da eliminação da doença em toda a região.

Cegueira dos rios na África
O progresso nas Américas tem sido um sinal de esperança para os esforços de eliminação da cegueira dos rios na África, onde mais de 120 milhões de pessoas em 31 países estão em risco e centenas de milhares ficaram cegos devido à condição. Na África, o Carter Center auxilia os ministérios da saúde de Uganda, Sudão e áreas da Etiópia e Nigéria. Desde agosto de 2014, o Carter Center ajuda na entrega de cerca de 200 milhões de tratamentos cumulativos de Mectizan através de canais comunitários em todo o mundo. Usando a lição aprendida com a parceria nas Américas, o Centro espera demonstrar abordagens práticas para a eliminação da transmissão da cegueira dos rios na África.

Parcerias de peso
O esforço para acabar com a cegueira dos rios nas Américas é resultado de parcerias fortes, que incluem: milhares de voluntários comunitários, os ministérios da saúde dos seis países endêmicos, o Carter Center, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nos Estados Unidos, a Organização Pan-Americana de Saúde, a Merck e o Programa de Doação de Mectizan®, a Fundação Carlos Slim, a Fundação Bill & Melinda Gates, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o Lions Clube International e os Lions Clubes locais dos seis países, John Moores e a antiga River Blindness Foundation, o Fundo OPEC para o Desenvolvimento Internacional, a Alwaleed Bin-Talal Foundation, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, várias universidades na América Latina e nos Estados Unidos, e muitos outros doadores individuais.

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